Um é pouco, dois é muito e três é… luxo?
Jatinho, iate, ilha particular... nada disso. Nos EUA, o que separa o 1% mais rico dos “só ricos” pode ser bem mais barulhento e travesso: o terceiro filho. Ter mais de dois filhos se tornou mais raro...
Por Redação
Jatinho, iate, ilha particular... nada disso. Nos EUA, o que separa o 1% mais rico dos “só ricos” pode ser bem mais barulhento e travesso: o terceiro filho.
Ter mais de dois filhos se tornou mais raro na terra do Tio Sam para todas as classes sociais — exceto para os mais ricos. Pelo menos é isso que dizem os dados do Banco Central americano sobre famílias de meia-idade entre 2013 e 2025.
Para se ter uma ideia, entre o 1% mais rico, quase 5 em cada 10 famílias têm três filhos ou mais.
Entre o restante dos 10% mais ricos, o número cai ligeiramente, para 4 em cada 10 famílias.

(Imagem: Mike Konczal | Reprodução)
Na prática, a novidade não é exatamente que os ricões possuem mais filhos, mas que o terceiro filho se tornou mais raro para todo o resto. A aposta da pesquisa é que a velha regra de que, quanto mais rico, menos filhos, já não vale tanto em países desenvolvidos.
Pense que, quando se está no 1% mais rico, muitas das dificuldades práticas, como pagar creche ou babá, não são um problema tão grande.
🇧🇷 Já no Brasil, a cegonha anda tímida. Em 2022, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher — o menor nível já registrado pelo IBGE. Pela primeira vez, as famílias formadas por casais com filhos representavam menos da metade do total: 42% em 2022, ante 56,4% em 2000.
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