Qual será o recado dos americanos a Trump?
Enquanto você volta à rotina pós-feriado, os americanos vão às urnas para escolher os novos integrantes do Congresso. As chamadas midterms podem mudar o equilíbrio de forças no Legislativo e os rumos ...
Por Redação

(Imagem: Sarah Grillo | Axios)
Enquanto você volta à rotina pós-feriado, os americanos vão às urnas para escolher os novos integrantes do Congresso. As chamadas midterms podem mudar o equilíbrio de forças no Legislativo e os rumos do governo Trump.
As eleições de meio de mandato renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Mesmo não sendo para presidente, o resultado deve mexer no cenário político do país.
Só para ter ideia de como a coisa está quente, 51,3 milhões de americanos já haviam votado até sábado — um recorde de votos antecipados. Lembre-se que, por lá, é permitido votar antes do dia oficial, seja pelo correio ou em locais de votação.
Quem leva a melhor: Republicanos ou Democratas? 🐘🫏
As projeções das pesquisas apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.
Segundo a pesquisa New York Times/Siena College, os democratas aparecem à frente em 6 dos 7 estados decisivos para a disputa pelo Senado. Em Iowa, os candidatos estão tecnicamente empatados.
Na Câmara, o BTG projeta 96% de probabilidade de maioria democrata. No Senado, o cenário-base do banco prevê 51 cadeiras democratas e 49 republicanas.
Nos mercados de predição, a probabilidade de vitória democrata na Câmara está na casa dos 90%. No Senado, a probabilidade de maioria democrata varia de 65% a 72%.
Histórico a favor dos democratas: Desde o fim da 2ª Guerra, o partido do presidente em exercício perdeu na Câmara em quase todas as midterms. As únicas exceções foram 1998, com Bill Clinton, e 2002, com George W. Bush.
O que mudaria caso os EUA passem por uma ‘onda azul’
Um possível controle das duas Casas pelos democratas reduziria o espaço de Trump para aprovar suas pautas, sem falar que ampliaria a pressão na fiscalização sobre sua gestão.
Uma derrota republicana também poderia abrir caminho para uma nova tentativa de impeachment do presidente. Por lá, a aprovação de um impeachment não equivale, necessariamente, à remoção do presidente do cargo.
🇧🇷 O efeito chega por aqui? O resultado pode chegar pela cotação do dólar e pelos juros dos EUA. Uma vitória democrata deve reduzir expansão de gastos, aliviando a pressão sobre os juros americanos — o que pode aliviar a pressão sobre nossos juros indiretamente.
Por outro lado, uma vitória republicana daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras.
Nota de rodapé: O termo gerrymandering ganhou força nos últimos dias por lá. A palavra se refere à manipulação dos mapas eleitorais — maneira que se distribuem e somam os votos — para favorecer um partido. Nove estados fizeram mudanças, sendo que 7 favoreceram republicanos e 2 democratas.
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