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O Team USA quer vender seu sucesso 🏅

O Comitê Olímpico e Paralímpico americano está estudando criar uma empresa chamada US Olympic and Paralympic Ventures e vender uma participação minoritária dos direitos comerciais do Team USA a invest...

Por Redação

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O Team USA quer vender seu sucesso 🏅

(Imagem: Sina Schuldt | Picture Alliance | Getty)

O Comitê Olímpico e Paralímpico americano está estudando criar uma empresa chamada US Olympic and Paralympic Ventures e vender uma participação minoritária dos direitos comerciais do Team USA a investidores privados.

Como funcionaria: Os investidores colocam dinheiro na operação e, em troca, teriam direito a parte das receitas — patrocínios e licenciamentos. Para o comitê, seria uma forma de levantar recursos e conseguir melhorar o desempenho da equipe.

  • “Parece que eu já vi isso antes…” O movimento é bem parecido com a proposta do Gianni Infantino, presidente da FIFA. A ideia dele era criar uma empresa dentro da federação para negociar direitos de competições como a Copa do Mundo e vender participação dela. Ele desistiu depois da alta rejeição das confederações.

Por que isso importa? O movimento da maior potência esportiva do planeta pode inspirar propostas similares em outros países. Em Paris 2024, os EUA lideraram o quadro de medalhas, com 126 pódios e 40 ouros. Nos Jogos de Inverno deste ano, ficaram em segundo, com 33 pódios e 12 ouros.

🍒 A cereja do bolo: Em 2028, Los Angeles receberá os Jogos Olímpicos de Verão. Seis anos depois, em 2034, Utah vai sediar os Jogos de Inverno. Duas oportunidades em oito anos para atrair patrocinadores e ampliar receitas — aumentando o “valuation”.

Defensores da tese apontam que o dinheiro captado ajudaria a financiar o esporte americano no longo prazo, inclusive modalidades que têm mais dificuldades para conseguir recursos . Críticos afirmam que o efeito seria reverso, com os esportes mais lucrativos virando foco por serem maiores fontes de receita.

Zoom out: O Team USA é um dos únicos do mundo que não é financiado pelo governo. O orçamento de mais de US$ 1 bilhão para cada ciclo de 4 anos vem de direitos de transmissão (45%), patrocínios e licenciamentos de marcas (45%) e doações (10%).

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