O feed infinito virou um labirinto
Os adolescentes não são peixes, mas estão presos na rede. Um novo levantamento apontou que metade dos adolescentes brasileiros passa mais tempo online do que gostaria e acredita que a internet diminui...
Por Redação

(Imagem: Brendan Lynch | Axios)
Os adolescentes não são peixes, mas estão presos na rede. Um novo levantamento apontou que metade dos adolescentes brasileiros passa mais tempo online do que gostaria e acredita que a internet diminuiu sua criatividade.
Uma das explicações dessa dificuldade pode estar na forma como a internet evoluiu. Hoje, tudo acontece online — do filme ao trabalho. Com isso, fica difícil separar o uso necessário do hábito de abrir apps no automático e ficar horas scrollando.
Tanto é que um em cada quatro brasileiros de 15 a 17 anos tentaram reduzir o tempo passado na internet, mas não conseguiram.
Mas qual é o problema de ficar nos vídeos curtos? Um órgão de saúde americano publicou um estudo apontando que o número de adolescentes com sintomas de ansiedade ou depressão foi maior entre aqueles que passavam 4 horas ou mais por dia em frente a telas.
Na mesma linha, um outro levantamento pediu aos participantes que bloqueassem a internet no celular por duas semanas. O resultado: mais atenção, melhor saúde mental, mais tempo de leitura e vendo gente de verdade.
Talvez o problema não seja só o tempo de tela, mas o que a gente deixa de fazer enquanto está nela. Pelo visto, poucos dias longe do feed já bastam para sentir a diferença.
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